Esgoto Lançado em Praias da Índia Impede Banho e Pesca

Cientistas do Instituto Nacional de Oceanografia (NIO, da sigla em inglês) de pesquisas marinhas constataram que as águas da costa de Goa estão impróprias para o banho e para a pesca.

“As águas do mar ao longo da costa indiana são classificadas pelo Conselho Central de Controle de Poluição da Índia (CPCB) como apto para pesca comercial, recreação de contato e atividades de banho quando a contagem de coliformes fecais (FC) é de 100 CFU/100 ml. Mas nós encontramos níveis FC tão elevados quanto 190 CFU/100 ml em determinados locais das águas de Goa”, disse o cientista marinho Dr. N Ramaiah ao jornal indiano IANS.

A unidade formadoras de colônia ou CFU é o número real de bactérias visto sob um microscópio em uma amostra de água.

Ramaiah chefiou uma equipe de investigação marinha, que conduziu este estudo durante seis anos. “Para avaliar a qualidade da água das regiões costeiras de Goa e Ratnagiri ao longo da costa central ocidental da Índia, as concentrações de coliformes fecais do presente estudo foram comparadas com os padrões indianos e da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos USEPA”, disse ele.

“Em ambos os estuários Mandovi e Zuari (rios principais de Goa), onde as atividades de pesca e atividades relacionadas com o turismo são grandes e a coleta de dados foi regular, observou-se contagens elevadas de TC, FC, ​​VC, SH e SA (formas de bactérias), em particular durante a monção devido ao aumento do escoamento de terras. Além disso, a abundância aumentou significativamente ao longo dos anos na coluna de água muito acima de qualquer limite permitido na Índia ou USEPA”, afirmou o cientista.

“Quando você entra na água, forma uma película de água em torno de seu corpo. Em tais concentrações de bactérias coliformes, em qualquer ponto você está em contato com cerca de 1.200 células de bactérias seriamente nocivas. É uma sorte que a contaminação externa seja rara. Mas se você tem um corte na pele ou uma ferida isso pode ser sério”, explicou. “Além disso, é uma sorte que durante as monções, quando as concentrações são elevadas, é fora de época para os turistas”, completou Ramaiah.

O principal, senão única causa para isso, é o lançamento de esgoto sem tratamento na água e da prática da defecação ao longo das praias populares e rios.

“Quase todo o esgoto lançado em rios não é tratado. Mesmo um grama de fezes contém milhões e milhões de bactérias coliformes. Então, quando ela está presente na água, naturalmente, a contagem sobe”, disse o especialista.

Ele também levantou preocupações sobre os navios ancorados na costa. “As bactérias patogênicas foram detectadas até 20 km e 25 km no mar, principalmente devido ao despejo de efluentes de esgoto bruto ou inadequadamente tratado, da terra, barcos de pesca e/ou navios no ancoradouro”, finalizou Ramaiah.

Fonte: CicloVivo


About Programa Território Animal

Caio Fernandes possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Guarulhos (2002). Atualmente finaliza sua Pós Graduação em Gestão Ambiental no IFPR (Instituto Federal do Paraná). Foi Diretor de Meio Ambiente na Secretaria de Recursos Naturais na Prefeitura Municipal de Pontal do Paraná. Enriqueceu seus conhecimentos como Técnico em Educação Ambiental na Associação MarBrasil , que desenvolve projetos de conservação e preservação de ambientes marinhos e costeiros, o projeto em destaque é o Programa REBIMAR (Programa De Recuperação da Biodiversidade Marinha) que tem como carro chefe a implantação de recifes artificiais como ferramenta para restabelecer os recursos pesqueiros e a biodiversidade marinha do litoral do Paraná. É idealizador e apresentador do site "Programa Território Animal" (http://programaterritorioanimal.com), que foi premiado como TOP2 no Prêmio TOPBLOG 2010 Categoria Sustentabilidade decidido pelo Júri Acadêmio e Profissionais da Área de Meio Ambiente do Brasil. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Educação Ambiental. Desenvolveu projetos de Educação Ambiental em Instituições de Ensino no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em Sorocaba, e no Sítio Reino Animal onde atuou como coordenador e biólogo responsável. Trabalhou como Monitor de Educação Ambiental em Acampamentos, Hotéis e Exposições pelo país. Lecionou como palestrante em diversos estágios de atualização profissional do Batalhão do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo realizada pela CIPN 1 BPAmb no Instituto Florestal em São Paulo. Publicou trabalhos científicos relacionados a levantamentos de fauna do Projeto BIOTA/FAPESP. Colaborou para pautas dos Programas da TV TEM afiliada a REDE GLOBO no interior de São Paulo, inclusive participando de matérias relacionadas ao tema de Educação Ambiental como Animais de Interesse Médico no quadro NA TRILHA e Educação Ambiental em escolas, ambos no Programa REVISTA DE SÁBADO , e pauta relacionada a Diferença entre Animais Exóticos e Animais Silvestres no Programa DE PONTA A PONTA .