Metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos Não Serão Cumpridas Até 2014, Afirma IPEA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, na última quarta-feira (25), um estudo afirmando que o Brasil possui 2.906 lixões distribuídos por 2.810 municípios. O prazo para que todos eles sejam fechados é de apenas dois anos.

A pesquisa tem como base a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que estabeleceu 2014 como o ano limite para a extinção de todos os lixões a céu aberto no país. O Ipea divulgou um comunicado para detalhar esta questão.

A legislação definiu como prioridades: a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, novos mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e término dos lixões com a implantação de aterros sanitários.

Técnicos do Ipea acreditam que o prazo é muito curto e que dificilmente as metas sejam cumpridas dentro dos dois anos. Para o instituto seria preciso haver mais políticas de incentivo para a reciclagem nas cidades e a coleta seletiva na área urbana.

De acordo com o documento, o maior número de municípios com lixões está localizado na região Nordeste. Uma das soluções apontadas pelo Ipea é criar consórcios públicos para gestão de resíduos sólidos. Desta forma, uniriam pequenas cidades com poucos recursos financeiros que se ajudariam mutuamente.

Um dado positivo divulgado afirma que a coleta regular de resíduos sólidos dos domicílios subiu de 90% para 98%, de 2009 até os dias atuais. Já na zona rural a realidade é outra: 67% das casas não recebem visitas periódicas de caminhões recolhendo o lixo.

Em relação à coleta seletiva, somente 18% dos municípios brasileiros fazem corretamente a recolha dos materiais que podem ser reciclados. “A coleta seletiva ainda é incipiente e está concentrada nas regiões ricas”, disse Jorge Hargrave, técnico de Planejamento e Pesquisa do instituto.

Os lixões também recebem muitos materiais que poderiam ser reaproveitados, um dos maiores exemplos é a matéria orgânica, que poderia passar por tratamento para gerar energia elétrica. São recolhidas 94,3 mil toneladas de lixo orgânico diariamente no Brasil, mas apenas 1,6% (1.509 toneladas) são encaminhadas para o reaproveitamento.

Nas agroindústrias são geradas 291 milhões de toneladas de resíduos sólidos, que poderiam ser aproveitados, tanto na produção de fertilizantes naturais, como na geração de energia elétrica.

O estudo do Ipea ainda surpreende com a informação de que se todos os resíduos secos da produção de cana no Brasil fossem encaminhados à geração de energia, a potência instalada seria de 16,6 GW, o que equivale a mais que a potência da usina de Itaipu, com 14 GW.

“Mas para isso, são necessários incentivos do governo. Além disso, esse aproveitamento energético diminuiria o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirma Regina Sambuichi, do Ipea.

Com informações do G1.

Fonte: CicloVivo


About Programa Território Animal

Caio Fernandes possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Guarulhos (2002). Atualmente finaliza sua Pós Graduação em Gestão Ambiental no IFPR (Instituto Federal do Paraná). Foi Diretor de Meio Ambiente na Secretaria de Recursos Naturais na Prefeitura Municipal de Pontal do Paraná. Enriqueceu seus conhecimentos como Técnico em Educação Ambiental na Associação MarBrasil , que desenvolve projetos de conservação e preservação de ambientes marinhos e costeiros, o projeto em destaque é o Programa REBIMAR (Programa De Recuperação da Biodiversidade Marinha) que tem como carro chefe a implantação de recifes artificiais como ferramenta para restabelecer os recursos pesqueiros e a biodiversidade marinha do litoral do Paraná. É idealizador e apresentador do site "Programa Território Animal" (http://programaterritorioanimal.com), que foi premiado como TOP2 no Prêmio TOPBLOG 2010 Categoria Sustentabilidade decidido pelo Júri Acadêmio e Profissionais da Área de Meio Ambiente do Brasil. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Educação Ambiental. Desenvolveu projetos de Educação Ambiental em Instituições de Ensino no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em Sorocaba, e no Sítio Reino Animal onde atuou como coordenador e biólogo responsável. Trabalhou como Monitor de Educação Ambiental em Acampamentos, Hotéis e Exposições pelo país. Lecionou como palestrante em diversos estágios de atualização profissional do Batalhão do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo realizada pela CIPN 1 BPAmb no Instituto Florestal em São Paulo. Publicou trabalhos científicos relacionados a levantamentos de fauna do Projeto BIOTA/FAPESP. Colaborou para pautas dos Programas da TV TEM afiliada a REDE GLOBO no interior de São Paulo, inclusive participando de matérias relacionadas ao tema de Educação Ambiental como Animais de Interesse Médico no quadro NA TRILHA e Educação Ambiental em escolas, ambos no Programa REVISTA DE SÁBADO , e pauta relacionada a Diferença entre Animais Exóticos e Animais Silvestres no Programa DE PONTA A PONTA .